segunda-feira, 5 de abril de 2021

Racismo nos clássicos (?!)

 Tagiane Mai

Sei que esse é um tema bastante espinhoso, haja vista o debate que se desenvolveu desde que a pesquisadora luso-cabo-verdiana Vanusa Vera-Cruz Lima propôs uma leitura pedagógica d'Os Maias, com a introdução, nas edições escolares da obra, de um comentário sobre a questão racial. No último fim de semana, o Público publicou mais uma reportagem sobre o tema: ensino responsável ou ameaça à autonomia da literatura? 

Como a Júlia já comentou em outro post, no Brasil vivemos situação semelhante com Monteiro Lobato, cuja obra até foi "cancelada" por alguns grupos. Por isso, gostaria de deixar aqui o recorte de uma live promovida pela FFLCH - USP. A opinião é da professora Andréa da Silva Rosa, que me parece uma pessoa autorizada a opinar nessa questão, na qualidade de pedagoga, formadora de professores e mulher negra. Ela fala sobre Monteiro Lobato, mas acho que a opinião pode ser extensível aos Maias.



De minha parte, ainda não tenho um opinião completamente formada sobre o assunto, mas acho que uma nota no início da obra pode ser válida.













Exercício 5

Joana Camões Pereira

 

5. Escreva um comunicado de imprensa dum livro.



 

domingo, 4 de abril de 2021

Livro Infantil

 Joana Nunes



Onde está a Flor?

[pág.1] O sol brilhava alto no céu, era um dia feliz na savana.

[pág.2] Os animais juntaram-se para receber o novo membro.

[pág.3] As crianças brincavam juntas, à espera para conhecerem o novo amigo.

[pág.4] Esperaram durante horas, mas nada. A cria de elefante parecia não querer nascer.

[pág.5] A noite veio e, com ela, a notícia por que todos esperavam. A pequena Flor era forte e saudável.

[pág.6] No dia seguinte, os animais organizaram uma festa para celebrar o seu nascimento.

[pág.7] Luna, Oliver e Flor brincavam às escondidas enquanto os adultos conversavam. Eram as únicas crias da savana e estavam animados por estarem juntos.

[pág.8] Depois de terminar de contar até dez, Oliver foi procurar as suas amigas.

[pág.9] Atrás de um arbusto viu uma cauda. Caminhou sorrateiramente até lá e gritou: “Encontrei-te!”.

[pág.10] Luna deu um salto ao ouvi-lo gritar, mas depois começou a rir. “Agora já só falta a Flor. Anda, vamos procurá-la juntos,” disse.

[pág.11] Oliver e Luna passearam pela savana em busca da nova amiga. Mas, quando começou a anoitecer, ficaram preocupados. Flor era nova ali e não conhecia o lugar como eles.

[pág.12] Procuraram em todos os esconderijos que conheciam, mas ela não estava em lado nenhum.

[pág.13] Com medo, voltaram para trás. Contaram aos seus pais o que tinha acontecido e depois partiram os quatro em busca do membro mais recente daquela grande família.

[pág.14] Procuraram durante horas, percorrendo a savana de uma ponta à outra, até que decidiram ver em todas as casas também.

[pág.15] Os habitantes das casas juntaram-se às buscas e, quando o sol começou novamente a clarear o céu, havia mais de cinquenta animais às procura da pequena cria de elefante.

[pág.16] Tinham passado a noite inteira acordados e estavam cansados, então pararam à sombra de uma grande árvore para repor energias.

[pág.17] Mas Luna e Oliver não queriam descansar. Estavam mais preocupados que nunca e decidiram ir falar com a mãe de Flor pois ela também devia estar preocupada.

[pág.18] Sem que os pais os vissem, afastaram-se do grupo e partiram em direção à casa de Flor.

[pág.19] “Dona Eva! Dona Eva!” Chamaram enquanto entravam a correr pela porta.

[pág.20] “Shhh…” Ouviram. “A Flor ainda está a dormir.”

[pág.21] Luna e Oliver olharam um para o outro, espantados. “A Flor está aqui?” perguntou Oliver.

[pág.22] “Sim. Quando voltei para casa ontem, encontrei-a escondida atrás da cama. Disse que estava a brincar com vocês.” A Dona Eva explica.

[pág.23] “Passámos a noite inteira à procura dela, pensávamos que se tinha perdido.” Admite Luna.

[pág.24] Flor acorda ao ouvir os amigos. Levantasse e grita com entusiasmo: “Ganhei!”

[pág.25] Os três amigos abraçam-se e começam a rir.

[pág.26] Flor estava a salvo e o sol tinha voltado a brilhar alto no céu, tudo estava bem na savana.


5. Comunicado de Imprensa

Joana Nunes







sexta-feira, 2 de abril de 2021

Boa tarde colegas. 


A Ana Filipa Leite e eu (Nelson Silva) chegámos a esta versão final  do meu conto infantil.


1. O gatinho Zen cresceu na rua e foi muito maltratado por pessoas más. O Zen não teve muita sorte, e normalmente o que se faz a estes animais é deixá-los morrer.

 

2. O Zen sentia-se zangado com os humanos e os animais e a mais pequena coisa punha-o em guerra com toda a gente.

 

3. Mesmo sendo muito agressivo o seu novo dono ficou com ele. A razão do Zen ser tão importante para o seu dono foi que o dono fez mal a muita gente e queria um desafio à sua altura. Alguém ou alguma coisa a que fazer bem.

 

4. A ansiedade por que passou levava-o a atacar o seu dono, mas este não reagia aos ataques. Devido ao espaço temporal que sobrava entre os ataques e a resposta do dono ele percebeu que o dono estava a ignorar a pancadaria.

 

5. Com o tempo, o próprio Zen deixou de atacar o dono. Sentiu gratidão por ele. Mas ficou triste por não ter companhia. Assim o dono foi à procura de um amigo para o Zen.

 

6. O seu novo amigo era um bebé e foi baptizado Patinhas.

 

7. O Zen tratou muito bem do novo gatinho, o pequeno Patinhas. Mais tarde, ficou ainda mais feliz com a chegada de duas novas amigas: o nosso gatinho acolheu a Pipoka e a Fofinha.

 

8. O Zen, contudo, devido ao stress de ter tanta companhia começou a perder pêlo e tive de o levar ao veterinário.

 

9. Recomendou-lhe um calmante e eu comecei a comprar ração para pêlo e pele saudável.

 

10. O Zen não ficou muito melhor com os calmantes infelizmente, mas continua a comer a ração específica para ter um pêlo brilhante e saudável, embora ainda não tenha resultado muito bem.

 

11. O Zen acabou por compreender que os comprimidos que o obriguei a comer eram para lhe fazer bem. O pêlo dele pareceu ter começado a melhorar. E deixou de se queixar de ser obrigado a tomar os medicamentos. Depois foi só reforçar com a ração.

 

12. Infelizmente pelo bem que vemos no mundo o mal não é necessariamente destruído. Por melhor que o Zen seja tratado continuarão a existir atropelamentos de animais domésticos.

 

13. Atropelamentos, agressões, induzir ansiedade e raiva nos animais. Enfim, temos muito por onde pegar no mal que fazemos aos animais.

 

14. Todos os animais deviam ter direito a comida e abrigo. E amor.

 

15. O processo de civilizar o Zen modificou-o emocionalmente, mudou a maneira de ser do seu dono e levou outros animais a terem vidas saudáveis e felizes.

 

16. O desafio de civilizar o Zen teve sucesso e deste modo se iniciou a possibilidade de vários animais terem vidas saudáveis e felizes.

 

17. Assim, a estória triste do dono má pessoa e do gatinho feroz tornou-se numa estória redentora que envolve animais domésticos e muita boa vontade.

 

18. Esperamos que vivam vidas longas e felizes.

quinta-feira, 1 de abril de 2021

5. Escreva um comunicado de imprensa dum livro

 Tagiane Mai


Aproveitei o livro que produzi (projeto gráfico e capa) no semestre passado, para a disciplina de Informática para a edição. A publicação é uma espécie de “livro de família”, em que o autor recupera histórias sobre a origem da sua família e as reconta em formato de crônicas.

Esta é a capa aberta.


E aqui o comunicado de imprensa.






Guia de sinais de revisão

Mesmo com o semestre já findado, deixo aqui  este guia bastante completo dos sinais usados na revisão de texto. O  site  Revisão para quê t...