Daniel Regis
terça-feira, 6 de abril de 2021
segunda-feira, 5 de abril de 2021
Racismo nos clássicos (?!)
Tagiane Mai
Sei que esse é um tema bastante espinhoso, haja vista o debate que se desenvolveu desde que a pesquisadora luso-cabo-verdiana Vanusa Vera-Cruz Lima propôs uma leitura pedagógica d'Os Maias, com a introdução, nas edições escolares da obra, de um comentário sobre a questão racial. No último fim de semana, o Público publicou mais uma reportagem sobre o tema: ensino responsável ou ameaça à autonomia da literatura?
Como a Júlia já comentou em outro post, no Brasil vivemos situação semelhante com Monteiro Lobato, cuja obra até foi "cancelada" por alguns grupos. Por isso, gostaria de deixar aqui o recorte de uma live promovida pela FFLCH - USP. A opinião é da professora Andréa da Silva Rosa, que me parece uma pessoa autorizada a opinar nessa questão, na qualidade de pedagoga, formadora de professores e mulher negra. Ela fala sobre Monteiro Lobato, mas acho que a opinião pode ser extensível aos Maias.
domingo, 4 de abril de 2021
Livro Infantil
Joana Nunes
Onde está a Flor?
[pág.1] O sol brilhava alto no céu, era um dia feliz na savana.
[pág.2] Os animais juntaram-se para receber o novo membro.
[pág.3] As crianças brincavam juntas, à espera para conhecerem o novo amigo.
[pág.4] Esperaram durante horas, mas nada. A cria de elefante parecia não querer nascer.
[pág.5] A noite veio e, com ela, a notícia por que todos esperavam. A pequena Flor era forte e saudável.
[pág.6] No dia seguinte, os animais organizaram uma festa para celebrar o seu nascimento.
[pág.7] Luna, Oliver e Flor brincavam às escondidas enquanto os adultos conversavam. Eram as únicas crias da savana e estavam animados por estarem juntos.
[pág.8] Depois de terminar de contar até dez, Oliver foi procurar as suas amigas.
[pág.9] Atrás de um arbusto viu uma cauda. Caminhou sorrateiramente até lá e gritou: “Encontrei-te!”.
[pág.10] Luna deu um salto ao ouvi-lo gritar, mas depois começou a rir. “Agora já só falta a Flor. Anda, vamos procurá-la juntos,” disse.
[pág.11] Oliver e Luna passearam pela savana em busca da nova amiga. Mas, quando começou a anoitecer, ficaram preocupados. Flor era nova ali e não conhecia o lugar como eles.
[pág.12] Procuraram em todos os esconderijos que conheciam, mas ela não estava em lado nenhum.
[pág.13] Com medo, voltaram para trás. Contaram aos seus pais o que tinha acontecido e depois partiram os quatro em busca do membro mais recente daquela grande família.
[pág.14] Procuraram durante horas, percorrendo a savana de uma ponta à outra, até que decidiram ver em todas as casas também.
[pág.15] Os habitantes das casas juntaram-se às buscas e, quando o sol começou novamente a clarear o céu, havia mais de cinquenta animais às procura da pequena cria de elefante.
[pág.16] Tinham passado a noite inteira acordados e estavam cansados, então pararam à sombra de uma grande árvore para repor energias.
[pág.17] Mas Luna e Oliver não queriam descansar. Estavam mais preocupados que nunca e decidiram ir falar com a mãe de Flor pois ela também devia estar preocupada.
[pág.18] Sem que os pais os vissem, afastaram-se do grupo e partiram em direção à casa de Flor.
[pág.19] “Dona Eva! Dona Eva!” Chamaram enquanto entravam a correr pela porta.
[pág.20] “Shhh…” Ouviram. “A Flor ainda está a dormir.”
[pág.21] Luna e Oliver olharam um para o outro, espantados. “A Flor está aqui?” perguntou Oliver.
[pág.22] “Sim. Quando voltei para casa ontem, encontrei-a escondida atrás da cama. Disse que estava a brincar com vocês.” A Dona Eva explica.
[pág.23] “Passámos a noite inteira à procura dela, pensávamos que se tinha perdido.” Admite Luna.
[pág.24] Flor acorda ao ouvir os amigos. Levantasse e grita com entusiasmo: “Ganhei!”
[pág.25] Os três amigos abraçam-se e começam a rir.
[pág.26] Flor estava a salvo e o sol tinha voltado a brilhar alto no céu, tudo estava bem na savana.
sexta-feira, 2 de abril de 2021
Boa tarde colegas.
A Ana Filipa Leite e eu (Nelson Silva) chegámos a esta versão final do meu conto infantil.
1. O gatinho Zen cresceu na rua e foi muito maltratado por pessoas más. O Zen não teve muita sorte, e normalmente o que se faz a estes animais é deixá-los morrer.
2. O Zen sentia-se zangado com os humanos
e os animais e a mais pequena coisa punha-o em guerra com toda a gente.
3. Mesmo sendo muito agressivo o seu novo
dono ficou com ele. A razão do Zen ser tão importante para o seu dono foi que o
dono fez mal a muita gente e queria um desafio à sua altura. Alguém ou alguma
coisa a que fazer bem.
4. A ansiedade por que passou levava-o a
atacar o seu dono, mas este não reagia aos ataques. Devido ao espaço temporal
que sobrava entre os ataques e a resposta do dono ele percebeu que o dono
estava a ignorar a pancadaria.
5. Com o tempo, o próprio Zen deixou de
atacar o dono. Sentiu gratidão por ele. Mas ficou triste por não ter companhia.
Assim o dono foi à procura de um amigo para o Zen.
6. O seu novo amigo era um bebé e foi
baptizado Patinhas.
7. O Zen tratou muito bem do novo gatinho,
o pequeno Patinhas. Mais tarde, ficou ainda mais feliz com a chegada de duas
novas amigas: o nosso gatinho acolheu a Pipoka e a Fofinha.
8. O Zen, contudo, devido ao stress de ter
tanta companhia começou a perder pêlo e tive de o levar ao veterinário.
9. Recomendou-lhe um calmante e eu comecei
a comprar ração para pêlo e pele saudável.
10. O Zen não ficou muito melhor com os
calmantes infelizmente, mas continua a comer a ração específica para ter um
pêlo brilhante e saudável, embora ainda não tenha resultado muito bem.
11. O Zen acabou por compreender que os
comprimidos que o obriguei a comer eram para lhe fazer bem. O pêlo dele pareceu
ter começado a melhorar. E deixou de se queixar de ser obrigado a tomar os
medicamentos. Depois foi só reforçar com a ração.
12. Infelizmente pelo bem que vemos no
mundo o mal não é necessariamente destruído. Por melhor que o Zen seja tratado
continuarão a existir atropelamentos de animais domésticos.
13. Atropelamentos, agressões, induzir
ansiedade e raiva nos animais. Enfim, temos muito por onde pegar no mal que
fazemos aos animais.
14. Todos os animais deviam ter direito a
comida e abrigo. E amor.
15. O processo de civilizar o Zen
modificou-o emocionalmente, mudou a maneira de ser do seu dono e levou outros
animais a terem vidas saudáveis e felizes.
16. O desafio de civilizar o Zen teve
sucesso e deste modo se iniciou a possibilidade de vários animais terem vidas
saudáveis e felizes.
17. Assim, a estória triste do dono má
pessoa e do gatinho feroz tornou-se numa estória redentora que envolve animais
domésticos e muita boa vontade.
quinta-feira, 1 de abril de 2021
5. Escreva um comunicado de imprensa dum livro
Tagiane Mai
Aproveitei o livro que produzi (projeto gráfico e capa) no semestre passado, para a disciplina de Informática para a edição. A publicação é uma espécie de “livro de família”, em que o autor recupera histórias sobre a origem da sua família e as reconta em formato de crônicas.
Esta é a capa aberta.
Guia de sinais de revisão
Mesmo com o semestre já findado, deixo aqui este guia bastante completo dos sinais usados na revisão de texto. O site Revisão para quê t...
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Um artigo no Público/ípsilon online (16/11/20): Os livros a branco e preto da Bazarov, a editora que nasceu durante a pandemia como provo...
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