quarta-feira, 14 de abril de 2021

Exercício do conto infantil - última versão

Julia Roveri

Após debatermos o texto, eu e Filipe Heath chegamos a esta versão final do conto infantil. Deixo aqui meu agradecimento a ele e aos colegas da turma que contribuíram com comentários proveitosos.

 

[p. 1: folha de rosto]

[p. 2: folha com o título] A bola no quintal

[p. 3] Nina é uma menina alegre. Ela gosta muito de brincar.

[p. 4] Nas férias, Nina foi visitar a sua avó. Isso ia ser divertido.

[p. 5] A casa da avó tem um graaande quintal. Todas as brincadeiras cabem lá.

[p. 6] Um belo dia, Nina estava jogando futebol. Corria pra lá e pra cá. Quanta energia, Nina!

[p. 7] Nina se empolgou tanto que deu um chute bem forte. Deu pra ver a bola lá no alto, pertinho do céu.

[p. 8] Quando a bola voltou a cair, surpresa! A bola atravessou o muro do quintal.

[p. 9] Nina não conseguia mais ver a bola. E agora?

[p. 10] Nina ficou triste porque a brincadeira parou. Ela tentou pensar numa solução.

[p. 11] Nina pensou: “E se eu gritar bem alto pra alguém do outro lado me devolver a bola? Mas pode ser que ninguém escute.”

     [p. 12] Depois pensou: “E se eu fosse buscar a bola?” Mas Nina não sabia como chegar do outro lado do muro e não podia sair de casa sozinha.

     [p. 13] “Que complicação!”, Nina pensou. Bem nessa hora, sua avó foi no quintal e viu a menina pensativa.

     [p. 14] Então, a avó disse “O que foi, querida? Está tudo bem?”. Sua avó prestava atenção em tudo.

     [p. 15] Nina queria resolver aquele problema sozinha, mas achou melhor contar tudo pra avó. Talvez ela pudesse ajudar.

     [p. 16] E não é que ajudou? A avó sempre morou ali. Ela conhecia todos os vizinhos, inclusive a dona do quintal ao lado!

     [p. 17] A avó mostrou o caminho e as duas foram juntas até lá. Quando bateram à porta, uma senhorinha abriu. Ela e sua avó se cumprimentaram com um grande abraço.

     [p. 18] A avó explicou que a bola de Nina caiu no seu quintal. A vizinha convidou-as para entrar.

     [p. 19] Lá dentro, encontrou uma menina brincando sozinha. Era Lila, a neta da vizinha. Ela pediu para Lila ajudar Nina a encontrar a bola.

     [p. 20] As meninas foram juntas lá fora e voltaram num instante com a bola. Nina estava radiante e agradeceu a Lila pela ajuda.

     [p. 21] A vizinha ofereceu um lanche para todas. Depois perguntou: “Que tal vocês brincarem juntas? Lila, pegue alguns brinquedos para mostrar à Nina.”

     [p. 22] A tarde foi muito alegre. Depois de um lanche bem gostoso, Nina e Lila brincaram bastante.

     [p. 23] Na volta para casa, Nina contou à avó que gostou muito daquele dia. No dia seguinte, Lila visitou Nina. Ela mostrou os brinquedos a Lila. Como era bom ter uma nova amiga!

     [p. 24] O resto das férias se passou assim: Nina e Lila brincando e as avós conversando.

     [p. 25] E tudo isso por causa da bola que caiu no outro quintal!

     [p. 26: créditos e colofón]

Proposta de revisão

Joana Camões Pereira

 

A grande questão é a falácia de pensar que o manuseamento do direito leva à justiça. Factos: As carradas de euros movimentados movimentadas entre estes estas personagens existiram, e o uso fruto usufruto também. Quem Querem as leis feitas para tornarem tornar quase impossível provar a corrupção, em nome da dúvida pró réu defesa de in dubio pro reo., são um facto São factos. Porque Por que razão os partidos do de centro não permitem que o ónus da prova seja invertido? Não sei quanto tempo esta situação irá durar, mas não auguro nada de bom para a nossa vida colectiva. Oxalá ninguém se magoe. Quanto à necessidade de se ouvirem ouvir algumas destas figurinhas sobre assuntos tão sérios, isso leva-me a pensar que o circo já desconfinou.

terça-feira, 13 de abril de 2021

Os Sete Maridos de Evelyn Hugo - Comunicado de Imprensa



 

Maria do Mar - História Infantil

 Maria do Mar

 [pg.1] Era uma vez uma menina chamada Maria, que vivia numa ilha. Todos os dias Maria se punha a olhar para o mar, desde que o sol nascia, até que se punha. Ela gostava tanto do mar que todas as pessoas a chamavam de Maria do Mar.

[pg.2] Maria estava feliz, porque a primavera estava a chegar e isso significava que ela podia finalmente ir nadar. No inverno os seus pais não a deixavam, porque o mar era muito perigoso e agitado.

[pg.3] No dia seguinte levantou-se e correu para o quintal, entusiasmada, até ter reparado que o mar tinha desaparecido.

[pg.4] À sua frente só via um vasto caminho de terra lamacenta. Onde estavam os golfinhos, os peixes e algas, os corais e as baleias?  

[pg.5 ] Maria sentiu um aperto no coração e uma lágrima caiu. Desesperada, gritou pelos seus pais.

- Que se passa, Maria? 

- O mar desapareceu!

Eles responderam:

- Não te preocupes, ele há de voltar. 

[pg.6] No outro dia na escola todos os seus amigos pareciam indiferentes. Maria não entendeu como estavam todos tão calmos. E se o mar desaparecesse para sempre? 

[pg.7] Frustrada, correu para a praia depois da escola. Na praia viu uma menina sentada na areia, como se estivesse à espera de uma onda lhe molhar os pés.

[pg.8] Maria sentou-se ao pé dela e viu que os seus olhos eram azuis, como o mar.

- Também sentes falta do mar? - Perguntou-lhe a estranha.

- Sim. E parece que ninguém mais se importa.

- Eu importo-me muito!

- Como te chamas? 

- Ana e tu?

- Sou a Maria do Mar.

[pg.9] Depois de conversarem, Maria descobriu que o pai de Ana era pescador, por isso o mar também lhe fazia muita falta.

[pg.10] Ambas passaram a tarde a conversar e chegaram a uma conclusão:

- E se tentássemos trazer o mar de volta?

- Como é que íamos fazer isso, Maria?

- Podíamos fazer a dança da chuva! Assim, a chuva caía na terra e formava o mar!

- Ótima ideia!

[pg.11] A partir desse dia, a Ana e a Maria iam até ao monte mais alto da ilha e dançavam, fazendo com que chovesse todos os dias. 

[pg.12] Quando chegou o verão, finalmente o mar já tinha voltado, com toda a água da chuva. Até alguns peixinhos já tinham voltado a aparecer. 

[pg.13] Maria podia finalmente voltar a nadar e o pai de Ana podia pescar. As meninas estavam felizes porque conseguiram resolver o problema sozinhas.

[pg.14] No final aprenderam que às vezes somos nós que temos de fazer a diferença e que há sempre alguém nos pode ajudar! 

Carina Goulart 



segunda-feira, 12 de abril de 2021

Exercício 6: Dois artigos interessantes

 Ana Filipa Leite

Li recentemente este artigo do The New York Times, Our Autofiction Fixation, em que a escritora Jessica Winter expõe o modo como supomos que muita da ficção contemporânea que lemos é baseada nas experiências pessoais dos seus autores.

É engraçado pensarmos que ao lermos desenvolvemos opiniões não apenas sobre as obras, mas também sobre quem as cria: “Some early readers of “Lolita” suspected that only someone with the mentality of a child predator could have conjured the depraved Humbert Humbert.” E as editoras, com maior ou menor sucesso (e honestidade), utilizam a dimensão autobiográfica dos romances contemporâneos nas suas estratégias de marketing.

O que para mim é mais interessante neste artigo é o modo como Winter explica que a nossa obsessão com a autoficção coloca os autores numa situação delicada:

If she is forced to confirm that her material is autobiographical, then she risks forfeiting both the privacy and the power of transfiguration that fiction promises. If she denies it, then she surrenders a badge of authenticity that she may never have wished to claim in the first place, and lays herself open to accusations that she is appropriating the pain of others.


Outro artigo fantástico é Editors: The Writer’s Natural Enemy, de George R. R. Martin, uma descrição hilariante da relação entre autor e editor. Aqui está o meu excerto preferido:

Left to their own devices, writers talk about only three things; the three most important things in the world.

They talk about money, they talk about sex, and they talk about editors.

Money and sex are things that most writers want and never get enough of. Editors are things that most writers don’t want and get all too much of. I’ve often heard writers ask other writers why there have to be editors in the world.

As it happens, I know the answer. If there were no editors in the world, writers would be very happy. They would frolic and play, and publish every word they wrote and they would have lots of money and lots of sex, since they would-be very famous and very charming having never experienced rejection. Their egos would fill up the world, their books would be everywhere, and they would mate furiously and produce lots of little writers, who would no doubt write lots of little books.

sábado, 10 de abril de 2021

Exercício facultativo

 As caixas de comentários são deliciosas, porque têm (ainda) menos revisão que os outros textos. Sáo um matagal e um manancial onde podemos treinar a mão. Que tal com o texto abaixo, e um leitor do Público?


A grande questão é a falácia de pensar que o manuseamento do direito leva à justiça. Factos: As carradas de euros movimentados entre estes personagens existiram, e o uso fruto também. Quem as leis feitas para tornarem quase impossível provar a corrupção, em nome da dúvida pró réu, são um facto. Porque razão os partidos do centro não permitem que o ónus da prova seja invertido? Não sei quanto tempo esta situação irá durar, mas não auguro nada de bom para a nossa vida colectiva. Oxalá ninguém se magoe. Quanto à necessidade de se ouvirem algumas destas figurinhas sobre assuntos tão sérios, leva-me a pensar que o circo já desconfinou.

Guia de sinais de revisão

Mesmo com o semestre já findado, deixo aqui  este guia bastante completo dos sinais usados na revisão de texto. O  site  Revisão para quê t...