quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Exercício 3: Indique a sua editora/livraria preferida.

Raquel Paixão

Para ser sincera, nunca considerei ter uma editora preferida. Quando procuro livros em feiras e livrarias, quem edita o quê não é um dos fatores que levo em conta quando vou à procura da minha próxima leitura.

Porto Editora, Presença, Edições Asa – talvez estas sejam algumas das que mais marcaram presença na minha estante, no entanto, não consigo distinguir uma favorita de entre elas. A minha saga favorita de livros, Os Jogos da Fome, foi editada em português pela Presença, tal como outros livros que gostei bastante quando estive mais dentro da minha fase de Dystopian/Young Adult. No entanto, não considero que a Presença seja a minha preferida.

Quanto a livrarias, é raro comprar livros em livrarias físicas, já mesmo antes da pandemia. Quando lia maioritariamente em português, dava prioridade a lugares como a Fnac para comprar livros, por ser mais acessível para mim. Desde que comecei a ler quase exclusivamente em inglês, quando compro livros, recorro sempre ao site The Book Depository.

Dito isto, comprar livros “ao vivo” é uma experiência totalmente diferente. Ver todas aquelas cores e designs das capas à nossa frente, tocar nos livros, sentir e cheirar o papel à nossa volta - são tudo coisas que se perdem quando se recorre exclusivamente a compras online, onde a experiência se resume a click, click, click and proceed to checkout. Nunca vou esquecer uma visita à Costa da Caparica, quando era pequena, onde havia uma espécie de feira do livro onde um senhor mais idoso tinha em exposição várias obras. Foi lá que comprei a minha primeira edição de Os Jogos das Fome. Após a compra, com o livro aconchegado dentro de um saco, vim agarrada a ele até chegar a casa, ansiosa para começar a leitura do que viria a ser um dos meus livros favoritos.

 

terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Exercício 3 - Indique a sua editora/livraria preferida

 Joana Nunes


Tal como a minha colega Ana, nunca tive uma editora preferida. Lembro-me de, há uns anos atrás, reparar que alguns dos livros nas minhas prateleiras tinham sido publicados pela mesma editora, Lua de Papel. No entanto, não considero que seja a minha favorita. Como disse, não tenho uma. Quando compro, escolho os livros pelo género, autor ou, na maior parte das vezes, pela sinopse. 

Relativamente a livrarias, a minha preferida chamava-se The Bookmark. Infelizmente fechou há cerca de cinco anos. Vendia apenas livros usados e tinha preços bastante acessíveis, entre os 2 e os 10 euros. Para melhorar, havia sempre uma caixa com livros menos comuns (aqueles romances de bolso que se compram nas papelarias, por exemplo) perto da porta. Eram gratuitos e podiam ser devolvidos para que outra pessoa tivesse oportunidade de os ler. O que mais adorava fazer era percorrer as prateleiras, todas com filas duplas de livros, e procurar livros que me chamassem a atenção. E a melhor parte era que podia lê-los ali pois a livraria tinha uma pequena sala de leitura com acesso a comida e bebida.




Depois de ter fechado, passei a procurar e comprar livros online, nomeadamente na Wook. Por vezes, recorro também a um alfarrabista que há em Évora. No entanto, não voltei a encontrar uma livraria física preferida. A Wook é prática porque está sempre ao meu alcance, mas nada substitui o percorrer das prateleiras, o cheiro do livros (novos ou usados), o entusiasmo.


Exercício 3: Indique a sua editora/livraria favorita

 Ana Filipa Leite

3.1 A minha livraria preferida

Há já um ano que o meu espaço físico preferido para comprar livros é a Bookshop Bivar, na Estefânia. (Online, não consigo evitar ver diariamente as promoções de livros digitais da Amazon.) Na Bookshop Bivar, vendem-se livros em inglês em segunda mão, em ótimo estado e a preços que costumam variar entre 4 e 7 euros.

A quantidade de livros e a variedade de géneros literários organizados meticulosamente nas estantes do andar principal é impressionante – eu gosto de ir direitinha aos thrillers. Mas por muito que aprecie essa organização, a melhor parte da livraria é a cave com duas divisões apinhadas de livros, onde não há ordem, há apenas caos. É lá que estão os livros mais baratos, mas temos de andar à caça.

Uma das primeiras coisas que quero fazer quando a vida voltar (mais ou menos) ao normal é perder-me novamente nessa cave durante uma tarde inteira, com a minha ansiedade a obrigar-me a revirar tudo porque o livro da minha vida pode estar no meio daquela confusão e só custar um euro.


3.2. A minha (falta de) editora preferida

Usando as palavras do Filipe, é difícil escolher uma editora favorita. Eu nunca tive uma. Sei que editoras procurar quando quero ler determinados tipos de livros, mas nunca senti por uma editora o entusiasmo que sinto, por exemplo, pelos meus autores, bibliotecas e livrarias preferidos. 

Talvez tenha de me esforçar por encontrar uma editora que me encante, porque de certeza que ela existe ou já existiu.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

Exercício 3 - É difícil escolher uma editora favorita...

 Filipe Heath

Sento-me e tenho uma conversa comigo mesmo onde surge a questão: Filipe, que editora mais gostas entre as inúmeras escolhas? Nunca tinha prestado muita atenção ao nome das editoras até começar a ter parcerias com algumas e perceber que género de livros publicavam, as características de cada uma delas, o que elas defendem e todo o marketing feito em volta dos lançamentos. 

Cada editora é distinta e para mim, pessoalmente, o que faz destacar uma editora no meio de tantas neste mercado competitivo é a maneira como cada livro é tratado, poderia dizer mimado. Um livro exige respeito por parte de um editor. Estampar uma capa feia e fazer uma diagramação difícil de ler muda completamente a experiência de leitura. 

Vou parar de enrolar, a minha editora favorita é a Antígona. As capas são deliciosas para quem gosta de comer com os olhos, a diagramação (pelos livros que já li) também tornou sempre a minha experiência o mais prazerosa possível. Finalmente, os livros que publicam, os valores associados aos mesmos e as notas de tradutor são o que mais me faz apaixonar por esta editora. Terminei hoje Sei Porque Canta O Pássaro na Gaiola da Maya Angelou, traduzido pela Tânia Ganho - autora de Apneia, e tornou-se um dos meus livros favoritos da vida. Deixo-vos com duas das capas que mais gosto.





sábado, 20 de fevereiro de 2021

Exercício 3: Indique a sua editora/livraria favorita

 Tagiane Mai

Começo pela livraria preferida. É a PocketStore Livraria, que fica em Porto Alegre, no sul do Brasil. É uma livraria de bairro, pequena e muito charmosa. Seu idealizador é um dos donos da editora L&PM, bastante conhecida por publicar e popularizar os livros de bolso no Brasil. A livraria é um projeto pessoal do editor, que, aos 69 anos, resolveu enveredar pelo ramo da comercialização do livro também.

Na primeira foto, dá pra ver que alguns livros têm um bilhete sobre a capa, que na verdade é um textinho do próprio editor/livreiro, comentando brevemente sobre a obra e indicando a leitura. Os bilhetes funcionam como uma espécie de curadoria para quem visita o local.

A arquitetura do local é inspirada nas livrarias argentinas (muitos exemplares, alguns até empilhados pelo chão)

Parede de pedra do local, que é da década de 1930 e que já foi reconhecido como patrimônio histórico da cidade


E a editora preferida é, na verdade, uma editora que já fechou, mas que deixou a sua marca no mercado editorial brasileiro: a Cosac Naify. Em seus 19 anos, a editora se destacou pelo cuidado com o texto e pela qualidade gráfica das suas publicações, abrindo caminho para que outras editoras também produzissem livros de excelência no país.

O Mendel dos Livros

Joana Camões Pereira

 

Esta página de leilão de livros no Facebook tira o seu nome de um livro — a novela homónima de Stefan Zweig, que conta a história de um alfarrabista judeu em Viena cujo principal interesse são os livros que compra e vende a académicos e universitários.

A leitura de sinopses da história (ou da descrição do banner da página) dão imediatamente sentido à escolha do nome, mas, a mim, lembrou-me imediatamente Mendel, o biólogo que cruzou diferentes tipos de ervilheiras. «O pai da genética» dedicou-se ao estudo de várias espécies e trabalhou sobre a hereditariedade de características. Ora, este site de leilões faz isso em certo sentido: dá a quem compra ou meramente vê as capas o fio para tecer o caminho para o passado, para ver no presente o que herdámos.

Comparar várias capas da mesma obra permite-nos ver as tendências das várias épocas, o que foi substituído por uma inovação e o que foi preservado ao longo dos tempos. É, na verdade, à genealogia do livro que este tipo de iniciativa se dedica.


 

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

O drama existencial do marketing (e um exercício)

 Por vezes, o meu tom a falar de Bill Gates, Obama, Madonna pode parecer inveja. Bem, o que parece é  sim, é inveja. Mas não só: um dos problemas num mundo mediático e com uma publicação do livro muito superior num mês à que, faz não muito tempo, acontecia num ano, numa década, num século ou mesmo mais, é o da promoção. 

Aqui vai então mais um exercício (para a aula 4, entregar até 2 de março); responda a uma ou a todas as perguntas, desenrasque métodos de campanhar: 

  • Como mostrar o livro às pessoas? 
  • Como convencê-las a interessarem-se por ele? 
  • Como convencê-las a pensar comprá-lo? 
  • Como não as deixar esquecer que decidiram comprá-lo? 
  • Pior: como fazer sequer com que algumas pessoas (pelo menos, o público-alvo potencial) saibam que o livro existe? 


Acontece que, se eu ligar para um jornal a pedir (implorar) que  façam uma entrevista ao meu autor, as minhas possibilidades de sucesso não são famosas: o espaço encolheu e escasseia, ao mesmo tempo que a população autoral se multiplicou. Já se eu disser que tenho um livro da Kim Kardashian...

É isso que acho de Bill Gates, Obama, Madonna e Matthew McConaughey: #%@ de Kim Kardashians... 



  

Guia de sinais de revisão

Mesmo com o semestre já findado, deixo aqui  este guia bastante completo dos sinais usados na revisão de texto. O  site  Revisão para quê t...